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terça, 20 maio, 2008
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Efeitos do assédio psicológico
Efeitos do assédio psicológico Dependendo da intensidade e freqüência do assédio, ele pode produzir efeitos arrasadores, mesmo no caso de estudantes que eram seguros e bem estruturados. O estudante submetido a assédio psicológico sofre violências que muitas vezes começam de forma sutil, gerando um desconforto que ele próprio acha que é suportável. Aos poucos, a repetição (e o aumento de intensidade) vai tornando a situação cada vez mais terrível, mas o estudante pode não saber como escapar do assédio. Os primeiros sintomas são um mal-estar ao ter de se defrontar com o assediador; sentimento de incapacidade, de que não serve para nada ou de que faz tudo errado; sentimentos de fraqueza, cansaço, sono ou insônia, confusão; tristeza difusa, que interfere em outros momentos do dia-a-dia; falta de motivação; depressão. Podem surgir compulsões, como a de ficar se lavando repetidamente, ou de arrumar e arrumar de novo o quarto - ficar repetindo coisas que nunca ficam boas, na sua própria opinião. Algumas pessoas sofrem mais sintomas físicos do que outros, como dores de cabeça, tontura, dores pelo corpo. O sofrimento psicológico reduz a imunidade, havendo então uma suscetibilidade aumentada a resfriados, problemas de pele, diarréia, vômitos, etc. Podem surgir efeitos mais graves, que comprometem a saúde mental e física da pessoa, a partir do abatimento geral que vai se instalando. A vida social também se degrada. A pessoa submetida a assédio tem sua auto-estima reduzida, e sentindo-se um lixo não tem vontade de manter relacionamentos adequados com outras pessoas. A vida sexual se deteriora, os relacionamentos familiares ficam frios, a pessoa assediada normalmente se isola. Dependendo da forma como o assédio é executado pelo agressor, a pessoa passa a ser mal vista em seu ambiente, é ridicularizada por outros, chamada por apelidos e nomes desagradáveis, e o assédio, por assim dizer, se amplia, sendo agora realizado não apenas por uma pessoa mas por várias - incluindo colegas. As próprias tentativas de se defender e de denunciar o assédio podem ser transformadas em acusações de que o estudante sofre de "mania de perseguição", de que reclama indevidamente. Quando o assédio funciona (e geralmente funciona), a pessoa agredida não se sente capaz de reagir ou de impedir as agressões. Assim como, no trabalho, o empregado não reage porque tem medo de perder o emprego, de forma semelhante o estudante não reage por medo das conseqüências. Afinal de contas, o professor tem poder, pode reprová-lo, pode até mesmo criar situações que o levem a abandonar seu curso. O temor é mais forte quanto há uma relação direta de orientação entre o professor e o estudante (desde o nível de iniciação científica até o de pós-graduação e mesmo pós-doutorado). Nesses casos, qualquer reação do estudante pode significar perder toda a possibilidade de prosseguir seu trabalho de pesquisa e pós-graduação. Além disso, o estudante normalmente confia nos professores, inicialmente, e espera que eles estejam corretos. Por isso, ele fica inicialmente confuso, não sabe se a culpa é dele próprio ou do professor. Torna-se confuso, incapaz de discernir o que é normal, o comportamento que se pode esperar de um professor e o que já se pode entender como abusivo. Por medo e insegurança, o estudante que sofre de assédio moral perde quase totalmente a capacidade de defender-se. Mesmo quando percebe que está sendo vítima de abusos, o estudante não sabe como se defender. Ele teme que outros professores, em vez de ajudá-lo, apoiem o agressor. A universidade pode não dispor de ouvidoria e de outros mecanismos de defesa dos alunos. Podem não existir representações estudantis atuantes para defendê-lo. O agressor normalmente age em ambientes nos quais já existem precedentes de assédio psicológico sem punição dos culpados. O estudante pode conhecer histórias de outras pessoas que já passaram por situações semelhantes e que não conseguiram fazer nada para se defender. Pode observar, à sua volta, uma atitude passiva de seus colegas. Pode observar uma cumplicidade entre os professores, que toleram ou mesmo apóiam o assédio cometido por seus companheiros de trabalho. Quando o agressor percebe que a vítima está conformada, submissa, fraca, então perpetra com mais contundência o assédio psicológico. A percepção de que a vítima já não sabe reagir e não reagirá às suas atitudes permite ao agressor agir mais livremente. As agressões se tornam piores e mais freqüentes, transformando em um inferno a vida do estudante assediado. Aquele que assedia se torna, conscientemente, em um torturador. A pessoa submetida a um assédio intenso e duradouro tem sua vida comprometida gravemente. Os sintomas e distúrbios anteriormente citados costumam ter longa duração. Mesmo depois que a pessoa deixa de sofrer o assédio, é normal que ainda padeça de seus sintomas, uma vez que tem dificuldade de esquecer o desprezo a que esteve submetida, muitas vezes transformado em experiência traumática. É importante não deixar que a situação chegue a um ponto de produzir graves danos. Por isso, se você sofre assédio, é importante manter sempre em mente essas duas regras fundamentais: QUEM É O CULPADO: A culpa NUNCA é da vítima. É sempre do agressor. Se fizer coisas erradas, você pode ser criticado, punido ou aconselhado, mas sempre de forma polida e ética. Quem comete assédio viola a ética e, por isso, nunca tem razão. VOCÊ PODE AGIR: Embora as situações de assédio sejam extremamente difíceis, há coisas que você pode fazer para tentar se livrar do assédio e para que o agressor seja punido. É preciso aumentar sua auto-estima, para perceber o que está ocorrendo e ver claramente que está sendo uma vítima de um crime. É preciso começar a planejar defesas e reações efetivas. Vejamos como isso pode ser feito. de: http://www.geocities.com/assedio.psicologico/Efeitos.htm
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terça, 26 fevereiro, 2008
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Fases da humilhação no trabalho

A humilhação no trabalho envolve os fenômenos vertical e horizontal. O fenômeno vertical se caracteriza por relações autoritárias, desumanas e aéticas, onde predomina os desmandos, a manipulação do medo, a competitividade, os programas de qualidade total associado a produtividade. Com a reestruturação e reorganização do trabalho, novas características foram incorporadas à função: qualificação, polifuncionalidade, visão sistêmica do processo produtivo, rotação das tarefas, autonomia e 'flexibilização'. Exige-se dos trabalhadores/as maior escolaridade, competência, eficiência, espírito competitivo, criatividade, qualificação, responsabilidade pela manutenção do seu próprio emprego (empregabilidade) visando produzir mais a baixo custo. A 'flexibilização' inclui a agilidade das empresas diante do mercado, agora globalizado, sem perder os conteúdos tradicionais e as regras das relações industriais. Se para os empresários competir significa 'dobrar-se elegantemente' ante as flutuações do mercado, com os trabalhadores não acontece o mesmo, pois são obrigados a adaptar-se e aceitar as constantes mudanças e novas exigências das políticas competitivas dos empregadores no mercado global. A "flexibilização", que na prática significa desregulamentação para os trabalhadores/as, envolve a precarização, eliminação de postos de trabalho e de direitos duramente conquistados, assimetria no contrato de trabalho, revisão permanente dos salários em função da conjuntura, imposição de baixos salários, jornadas prolongadas, trabalhar mais com menos pessoas, terceirização dos riscos, eclosão de novas doenças, mortes, desemprego massivo, informalidade, bicos e sub-empregos, dessindicalização, aumento da pobreza urbana e viver com incertezas. A ordem hegemônica do neoliberalismo abarca reestruturação produtiva, privatização acelerada, estado mínimo, políticas fiscais etc. que sustentam o abuso de poder e manipulação do medo, revelando a degradação deliberada das condições de trabalho. O fenômeno horizontal está relacionado à pressão para produzir com qualidade e baixo custo. O medo de perder o emprego e não voltar ao mercado formal favorece a submissão e fortalecimento da tirania. O enraizamento e disseminação do medo no ambiente de trabalho, reforça atos individualistas, tolerância aos desmandos e práticas autoritárias no interior das empresas que sustentam a 'cultura do contentamento geral'. Enquanto os adoecidos ocultam a doença e trabalham com dores e sofrimentos, os sadios que não apresentam dificuldades produtivas, mas que 'carregam' a incerteza de vir a tê-las, mimetizam o discurso das chefias e passam a discriminar os 'improdutivos', humilhando-os. A competição sistemática entre os trabalhadores incentivada pela empresa, provoca comportamentos agressivos e de indiferença ao sofrimento do outro. A exploração de mulheres e homens no trabalho explicita a excessiva freqüência de violência vivida no mundo do trabalho. A globalização da economia provoca, ela mesma, na sociedade uma deriva feita de exclusão, de desigualdades e de injustiças, que sustenta, por sua vez, um clima repleto de agressividades, não somente no mundo do trabalho, mas socialmente. Este fenômeno se caracteriza por algumas variáveis: Internalização, reprodução, reatualização e disseminação das práticas agressivas nas relações entre os pares, gerando indiferença ao sofrimento do outro e naturalização dos desmandos dos chefes. Dificuldade para enfrentar as agressões da organização do trabalho e interagir em equipe. Rompimento dos laços afetivos entre os pares, relações afetivas frias e endurecidas, aumento do individualismo e instauração do 'pacto do silêncio' no coletivo. Comprometimento da saúde, da identidade e dignidade, podendo culminar em morte. Sentimento de inutilidade e coisificação. Descontentamento e falta de prazer no trabalho. Aumento do absenteísmo, diminuição da produtividade. Demissão forçada e desemprego. A organização e condições de trabalho, assim como as relações entre os trabalhadores condicionam em grande parte a qualidade da vida. O que acontece dentro das empresas é, fundamental para a democracia e os direitos humanos. Portanto, lutar contra o assédio moral no trabalho é estar contribuindo com o exercício concreto e pessoal de todas as liberdades fundamentais. É sempre positivo que associações, sindicatos, coletivos e pessoas sensibilizadas individualmente intervenham para ajudar as vítimas e para alertar sobre os danos a saúde deste tipo de assédio.
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sexta, 15 fevereiro, 2008
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Assédio moral.
 Bom não aguentando mais resolvi postar meu ponto de vista sobre o assedio moral, a qual me dedico agora. e só. muita gente desconhece o que é assedio moral, eu estou aqui para exclarecer e queria a ajuda de vocês, para compartilhar informações e ajudar a ser mais conhecida esta pratica tão banal. Video: Assédio moral O que é ASSÉDIO MORAL ? O Assédio Moral é todo comportamento abusivo (gesto, palavra e atitude) que ameaça, por sua repetição, a integridade física ou psíquica de uma pessoa, degradando o ambiente de trabalho. São microagressões, pouco graves se tomadas isoladamente, mas que, por serem sistemáticas, tornam-se muito destrutivas.
Trata-se de um fenômeno íntimo e que causa vergonha a suas vítimas. Os profissionais a quem se poderia recorrer (médicos, psicólogos, advogados) duvidam dessas pessoas, que preferem ficar caladas. O medo do desemprego também contribui para o silêncio. O problema do assédio moral não é de agora. Há séculos que os trabalhadores são agredidos psicologicamente no local de trabalho, a diferença é que antigamente uns mandavam, outros obedeciam. Antes pensava-se que isso era natural. Hoje as pessoas têm consciência de seus direitos. E a consciência tem sido o primeiro passo para a mudança. Temos diversas definições, de vários autores diferentes, mas consideramos da escritora Francesa Marie-France Hirigoyen, aquela que melhor define o Assédio Moral: POR ASSÉDIO EM UM LOCAL DE TRABALHO TEMOS QUE entender toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho. (Livro: Assédio Moral - A violência Perversa do Cotidiano - 2001) Como já dissemos, a prática isolada das agressões não são prejudiciais, entretanto a pessoa perde sua auto-estima a cada dia, quando essas agressões passam a ser constantes, levando o indivíduo a acreditar que as agressões são verdadeiras e que ele é realmente incapaz, o que torna o fenômeno ainda mais destruidor, pois uma pessoa sem sua estima não tem condições de raciocinar se realmente é ou não incapaz.Quando a agressão é fruto de uma discussão ou irritação, não caracteriza o início do assédio, principalmente se o agressor se retratar com um pedido de desculpas, por exemplo. Mas se este tipo de agressão se tornar repetitivo, e não ocorrer nenhum tipo de esforço de abrandá-las, é um início forte da prática do assédio moral, fenômeno que assusta pela sua capacidade de destruição psíquica e física do assediado.
Toda a prática é resultado de atos antiéticos do agressor e, caso esse agressor tenha uma posição de líder, esses atos tendem a contaminar todo o sistema organizacional, fazendo com que a empresa inicie a sua perda moral, cultural e principalmente ética. Estamos falando muito do assédio moral nas organizações, mas ele ocorre também em outras ocasiões passíveis desta prática destruidora, como nas Instituições de Ensino, na Sociedade e também na Família, onde podemos considerar que a família é uma incubadora de agressores, onde o mau exemplo stará sendo passado às crianças que futuramente poderão se tornar sérios agressores deste mal.
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